

Mato Grosso abriga os biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, que desempenham um papel essencial na manutenção da biodiversidade e na regulação climática. Essa combinação de três biomas faz Mato Grosso ser um estado privilegiado em recursos naturais e paisagens fascinantes. No entanto, práticas insustentáveis têm ameaçado o equilíbrio e todas as funções ecossistêmicas que mantêm a conservação dos recursos naturais.
Dados revelam os riscos crescentes à conservação desses biomas, como a manutenção de altas taxas de desmatamento, práticas agropecuárias insustentáveis e por manobras legislativas que buscam flexibilizar a proteção ambiental. Essas ações não apenas comprometem a integridade ambiental, como vulnerabilizam as comunidades tradicionais e de pequenos agricultores que habitam diferentes localidades do estado, afetando seus modos de vida e organização territorial.
Garantir a manutenção da vegetação nativa nesses três biomas é fundamental para prover serviços ecossistêmicos importantes não somente para a população mato-grossense, mas para a produção econômica do estado.
Nesse sentido, a implementação do Código Florestal se torna um elemento fundamental para garantir a proteção e recuperação das áreas de vegetação nativa, promovendo a sustentabilidade dos recursos hídricos e a resiliência dos ecossistemas. A adoção de práticas que respeitem as diretrizes estabelecidas pela Lei Florestal não apenas contribui para a conservação da biodiversidade, mas também assegura a continuidade das funções ecológicas essenciais ao desenvolvimento sustentável.
Por isso, o Observa-MT lança essa campanha para conscientizar a população sobre a importância dada à conservação dos biomas de Mato Grosso. Este é um chamado tanto para cidadãos e cidadãs mato-grossenses quanto para tomadores de decisões. Mato Grosso precisa resistir à lógica das políticas antiambientais, promover o avanço econômico compatível com a proteção da biodiversidade e garantir territórios tradicionais e da agricultura familiar livres de ameaças.
Informe-se, compartilhe nossa mensagem e exija que os biomas sejam respeitados!

As florestas da Amazônia atuam como um importante regulador do clima global, absorvendo enormes quantidades de carbono e contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas. Mas, a Amazônia mato-grossense vem perdendo sua capacidade de absorção e já emite mais CO2 do que absorve, principalmente, devido à degradação e desmatamento.
No Cerrado, nascem as principais bacias hidrográficas do Brasil, que alimentam grandes rios como o São Francisco, o Paraná e o Tocantins. Este bioma também é considerado uma “floresta invertida” pela alta reserva de carbono. Por outro lado, recebe o título de “zona de sacríficio”, pelo avanço de sua destruição.
Já o Pantanal é o lar de uma das maiores concentrações de vida selvagem da Terra, de maneira que sua preservação é vital para manter o ciclo das águas e a biodiversidade local. Contudo, tem enfrentado uma batalha contra os incêndios em época de seca. Somente em 2020, o bioma perdeu cerca de 17 milhões de animais vertebrados em razão dos incêndios.
Esse desequilíbrio entre conservação e destruição, riqueza natural e vulnerabilidade social, dá o tom à campanha, enquanto a linha do horizonte que permeia nas peças, representa o desejo de quem planeja um futuro melhor, almejando um Mato Grosso comprometido com as políticas socioambientais.
O Observa-MT tem como objetivo produzir informações qualificadas, independentes e acessíveis para influenciar de forma positiva as políticas socioambientais de Mato Grosso.
Acompanhe nosso trabalho e vamos juntos contribuir para um futuro em que a proteção do bioma e o respeito aos povos tradicionais e indígenas estejam na ordem do dia.
Os dados mostram que precisamos agir rápido!
É hora de implementar nossas políticas ambientais e promover práticas sustentáveis que protejam os ecossistemas essenciais do nosso estado, possibilitando uma produção com conservação ambiental. Precisamos de conscientização política e de respeito ao Código Florestal, para que realmente consigamos preservar os recursos naturais, respeitar os direitos das comunidades tradicionais e mitigar os efeitos da crise climática.
